Substância para engorda será aceita com limite máximo

A ractopamina é um aditivo que aumenta o desempenho dos animais e o rendimento da indústria. Foto: Conexão Arroba

Os exportadores brasileiros de carne suína e bovina poderão comercializar músculos, gordura, rins e fígados dentro dos limites máximos para o uso da ractopamina – substância que estimula o ganho de peso dos animais e reduz custos de produção – para todos os países do mundo.

A decisão foi anunciada durante a reunião do Codex Alimentarius, órgão que estabelece os padrões de qualidade dos alimentos em nível internacional, no dia 5 de julho.

No Brasil, o emprego da substância na criação de suínos já era permitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) há 10 anos. Em confinamento de bovinos, a aplicação foi autorizada em 2011. Com a determinação, um país importador não pode proibir a entrada da carne que contenha a substância dentro dos padrões autorizados.

Ractopamina
A ractopamina – agonista beta-adrenérgico da classe das fenetanolaminas – é um aditivo que contribui positivamente para o aumento da produtividade em termos de desempenho dos animais na granja (conversão alimentar e ganho de peso diário) e rendimento na indústria de processamento de carne, com aumento do percentual de carne magra, rendimento de carcaça e cortes nobres. A ractopamina se liga a receptores específicos da membrana celular de células musculares e células adiposas, direcionando os nutrientes para a produção de músculo e não de gordura. Age no metabolismo animal, inibindo a lipogênese, estimulando a lipólise e retendo o nitrogênio, aumentando assim a síntese protéica.

Saiba mais:
Ractopamina granulada é mais eficaz e segura que na forma em pó, revelam experimentos científicos

Efeito da ractopamina na performance e na fisiologia do suíno

Com informações do Ministério da Agricultura.

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Sobre Adriane Bainy

Pesquisadora do Observatório de Prospecção e Difusão de Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado do Paraná – FIEP
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